A Família Costa já está a planear o Natal — e é por isso que vai poupar 60€

Por Equipa Menu 5€ · Poupança · 9 min de leitura ·

A Família Costa já está a planear o Natal — e é por isso que vai poupar 60€

São 21h30 de uma quinta-feira de outubro, e a cozinha da Família Costa cheira a sopa de couve-flor. Rita tira uma caderneta velha da gaveta do aparador — aquela onde apontam as contas desde que a filha mais nova nasceu — e pousa-a ao lado do portátil de Bruno. 'Se começarmos agora, em outubro, não vamos sentir o Natal no bolso em dezembro', diz ela, com a caneta já a correr por cima de uma lista. Esta cena, tal como as restantes que fazem parte da história da Família Costa neste artigo, é ficcionada — construída para ilustrar, de forma concreta, um método que qualquer família portuguesa pode aplicar. E o método é simples: planear o Natal duas vidas antes de ele chegar, quando os preços ainda não dispararam e o orçamento ainda respira.

Porque é que outubro é o melhor mês para começar

Todos os anos acontece o mesmo: nas duas últimas semanas de novembro e no início de dezembro, os preços de produtos associados à época festiva — bacalhau, frutos secos, vinho do Porto, chocolates, decoração — tendem a subir, por efeito da procura concentrada num curto período. Quem compra tudo de repente em dezembro paga, normalmente, mais do que quem vai comprando aos poucos desde outubro.

Bruno Costa costuma dizer que o Natal não é uma despesa de um dia, é uma despesa de três meses mal distribuída. A solução da família foi simples: em vez de gastar tudo de uma vez em dezembro, reservam uma pequena verba todas as semanas a partir de outubro e vão comprando produtos não perecíveis — bacalhau salgado, frutos secos, azeite de qualidade para as rabanadas — assim que aparecem em promoção.

  • Produtos não perecíveis compram-se aos poucos, à medida que aparecem em promoção
  • Reservar uma pequena quantia fixa por semana evita o choque de dezembro
  • Decoração e embrulhos ficam, em regra, mais baratos fora da época alta

A lista da Rita: o que comprar já em outubro

Rita mantém uma lista dividida em três partes: o que compra já (produtos que não estragam e que vai usando ao longo dos próximos meses), o que reserva para novembro (quando costumam aparecer as primeiras promoções fortes de bacalhau e vinho), e o que deixa mesmo para a última semana (o que tem de ser fresco, como o peru ou a carne).

Nesta primeira fase, a família aproveita para comprar bacalhau salgado de boa qualidade quando está em promoção — e congelar depois de demolhado, se não quiser esperar — e frutos secos a granel, que costumam ter preços mais estáveis fora de novembro e dezembro. Também vai comprando, aos poucos, velas, guardanapos e decoração simples, que raramente ficam mais baratos depois de meados de novembro.

  • Outubro: bacalhau e frutos secos em promoção, decoração simples
  • Novembro: vinho do Porto, chocolates, azeite para rabanadas
  • Última semana: peru, carnes frescas e tudo o que precisa de ser comprado em cima da data

Quanto é que isto poupa, de facto

Nas nossas estimativas, baseadas na comparação entre os folhetos de novembro/dezembro e os de outubro para os mesmos produtos, uma família que compra bacalhau, frutos secos e vinho do Porto espalhados por três meses em vez de concentrados na última quinzena pode poupar entre 40€ e 60€ no total da ceia e das prendas simples — sem reduzir a qualidade da mesa. É uma estimativa indicativa e não um valor garantido, porque os preços variam de supermercado para supermercado e de ano para ano, mas o princípio mantém-se: comprar cedo e aos poucos custa menos do que comprar tudo de repente.

Para a Família Costa, esses 50€ ou 60€ poupados representam, por exemplo, as prendas dos mais pequenos sem recorrer ao cartão de crédito — e é exactamente esse tipo de planeamento, mês a mês, que detalhamos no ebook O Natal da Família Costa, disponível na nossa Loja a partir de poucos euros. Comprar o ebook ajuda também a pagar as despesas de manutenção do site, que mantemos gratuito para todas as famílias que nos seguem.

O calendário de poupança: semana a semana

Para quem quiser copiar o método sem complicações, a estrutura é esta: nas duas últimas semanas de outubro, reveja a despensa e comece a lista de não perecíveis. Em novembro, aproveite as promoções fortes de bacalhau e vinho — é normalmente quando os supermercados lançam as primeiras campanhas de Natal — e distribua a compra por duas ou três idas ao supermercado em vez de uma só grande compra.

Na primeira semana de dezembro, feche a lista do que falta e deixe só os frescos para os últimos dias. Este espaçamento, além de aliviar o orçamento, evita também o stress de fazer tudo ao mesmo tempo entre o trabalho e a escola dos filhos — algo que Rita sublinha sempre que fala deste método às amigas.

O que não vale a pena antecipar

Nem tudo compensa comprar com tanta antecedência. O peru ou o cabrito frescos, por exemplo, devem ser comprados mesmo em cima da data, para garantir qualidade — e muitas vezes os talhos fazem reservas com preço fechado, o que também ajuda a controlar o orçamento sem pagar nada adiantado.

Produtos muito perecíveis como fruta fresca de decoração de mesa (tangerinas, romãs) também ficam para a última semana. A regra da Família Costa é clara: antecipa-se o que dura, deixa-se para depois o que é fresco.

Conclusão

Planear o Natal em outubro não tira a magia à época — pelo contrário, tira o aperto financeiro de dezembro. Com uma lista dividida em três fases e uma pequena verba semanal reservada desde já, qualquer família pode chegar à consoada com a mesa posta e a conta do banco tranquila. É este tipo de planeamento, detalhado mês a mês com a Família Costa, que explicamos no ebook O Natal da Família Costa, disponível na nossa Loja.

Perguntas frequentes

A história da Família Costa é verdadeira?

Não. É uma história ficcionada, criada para ilustrar de forma próxima e concreta um método de planeamento que qualquer família pode aplicar ao seu próprio orçamento.

Vale mesmo a pena comprar bacalhau em outubro?

Pode compensar se encontrar uma boa promoção, desde que o conserve bem salgado ou o demolhe e congele. O importante é aproveitar os preços mais baixos antes da procura disparar em dezembro.

Quanto se poupa mesmo a planear com antecedência?

Nas nossas estimativas, com base na comparação de folhetos de anos anteriores, entre 40€ e 60€ no total da ceia e prendas simples — mas é um valor indicativo, que varia consoante os preços de cada ano.

O que não devo comprar com antecedência?

Produtos muito frescos como peru, cabrito ou fruta de decoração de mesa — esses devem ser comprados mesmo perto da data para garantir qualidade.

Onde posso ver o plano completo do Natal da Família Costa?

No ebook O Natal da Família Costa, disponível na nossa Loja, que acompanha a família mês a mês até à consoada e ajuda a pagar as despesas de manutenção do site.