Balanço de outubro: o que ficou mais barato no cabaz e o que lhe vai doer em novembro
Por Equipa Menu 5€ · Poupança · 8 min de leitura ·
É o último dia de outubro e, como fazemos sempre no fim de cada mês no Menu 5 Euros, sentámo-nos com as nossas notas dos folhetos acompanhados ao longo das últimas quatro semanas para fazer o balanço: o que ficou mais barato, o que subiu, e o que uma família de quatro pessoas pode esperar do orçamento alimentar em novembro. Não são dados oficiais do INE, são estimativas próprias construídas a partir da observação semanal de preços em vários supermercados — mas são, precisamente por isso, um retrato prático e útil do que qualquer família sentiu na sua conta nos últimos tempos.
O que ficou mais barato em outubro
A abóbora manteve-se, como esperado, numa das melhores alturas do ano para comprar, com preços a rondar os 0,49€ a 0,79€ por quilo durante praticamente todo o mês. A castanha, que entrou em força nas primeiras semanas de outubro, ainda se encontrou a preços moderados, entre 2,50€ e 3,50€ por quilo, antes da subida habitual que costuma acontecer perto do São Martinho, já em novembro.
A maçã nacional continuou em bom preço durante todo o mês, entre 0,89€ e 1,29€/kg consoante a variedade, e a couve para caldo verde manteve-se estável, entre 0,60€ e 0,90€ por unidade grande — uma combinação que tornou as sopas de outono particularmente económicas nos últimos tempos.
- Abóbora: 0,49€–0,79€/kg, praticamente todo o mês
- Castanha: 2,50€–3,50€/kg antes da subida de novembro
- Maçã nacional: 0,89€–1,29€/kg
- Couve para caldo verde: 0,60€–0,90€/unidade
O que subiu e o que já se sente no bolso
O tomate, como previsto na transição de setembro para outubro, subiu de forma notória: de preços perto de 0,79€/kg em plena colheita nacional para 1,50€ a 2€/kg à medida que o mês avançou e a produção abrandou. Quem fez polpa caseira em setembro já está a colher os frutos dessa decisão.
O peixe fresco de espécies de época de verão, como a sardinha, continuou mais caro do que no pico da pesca, consolidando a tendência de outubro para o peixe congelado ser uma alternativa mais vantajosa. E, como é habitual nesta altura do ano, começámos já a ver os primeiros sinais de subida em produtos associados ao Natal — frutos secos, bacalhau de melhor qualidade e vinho do Porto — o que reforça a utilidade de começar a comprar aos poucos, como explicámos no início da semana.
- Tomate: subida de cerca de 0,79€ para 1,50€–2€/kg ao longo do mês
- Sardinha fresca: mais cara do que no pico de verão
- Frutos secos e bacalhau de qualidade: primeiros sinais de subida pré-Natal
A conta de uma família de quatro: o que mudou no total
Com base nas nossas estimativas, uma família de quatro pessoas que ajustou a lista de compras à sazonalidade de outubro — mais abóbora, castanha e couve, menos tomate fresco e menos peixe de época alta — pode ter poupado entre 8€ e 15€ por semana face a uma lista sem esses ajustes, o que representa entre 32€ e 60€ ao longo do mês inteiro.
Por outro lado, quem não fez esses ajustes sentiu provavelmente a conta do supermercado a subir ligeiramente, sobretudo por causa do tomate e do peixe fresco, o que reforça a importância de olhar para os folhetos com atenção à sazonalidade e não apenas ao preço anunciado em destaque.
O que esperar de novembro
Novembro traz normalmente o pico de subida da castanha, perto do São Martinho, e o início mais visível das campanhas de Natal, com promoções pontuais em bacalhau e vinho que convém aproveitar sem comprar tudo de uma vez. É também o mês em que a couve e os legumes de folha verde continuam baratos, pelo que vale a pena manter o hábito das sopas semanais.
Quem já começou o plano de Natal em outubro, como mostrámos na história da Família Costa, chega a novembro com menos pressão e mais margem para aproveitar as promoções certas, em vez de comprar tudo apressadamente na última semana de dezembro.
Como preparar a sua despensa para novembro
O nosso conselho de fecho de mês é sempre o mesmo: reveja a despensa e o congelador antes de fazer a primeira grande compra de novembro, aproveite o que já tem, e planeie os primeiros jantares do mês à volta dos produtos que continuam baratos, como a couve e a abóbora.
Para quem quer entrar em novembro já com o menu da semana organizado e sem surpresas no fim do mês, temos várias ferramentas simples na nossa Loja, a partir de 1,90€ — desde a Lista de Compras do Bruno até ao Planner Semanal da Rita — pensadas precisamente para tirar a adivinhação do processo de fazer compras. Cada compra ajuda também a cobrir as despesas de manutenção do site, que mantemos aberto e gratuito a todas as famílias portuguesas.
Conclusão
Outubro trouxe boas notícias para quem apostou na abóbora, na castanha e na couve, e alguns avisos para quem continuou a comprar tomate fresco e peixe de época alta sem ajustar a lista. O balanço final é positivo para quem seguiu a sazonalidade, com poupanças estimadas entre 32€ e 60€ ao longo do mês — e serve de mapa para encarar novembro com mais calma e menos sustos na conta do supermercado.
Perguntas frequentes
Estes preços são dados oficiais do INE?
Não. São estimativas próprias, baseadas na observação semanal de folhetos e preços em vários supermercados ao longo do mês, e servem como indicação prática, não como dado estatístico oficial.
Vale a pena continuar a comprar tomate fresco em novembro?
Pode continuar a comprar em pequenas quantidades, mas tende a estar mais caro do que em setembro; vale a pena complementar com polpa caseira feita anteriormente, se tiver.
Quando é que a castanha fica mais cara?
Normalmente perto do São Martinho, em novembro, quando a procura dispara. Quem comprou em outubro costuma ter pago menos.
Como posso poupar já a pensar no Natal?
Comprando aos poucos, desde já, produtos não perecíveis como frutos secos e bacalhau de qualidade, aproveitando promoções pontuais em vez de deixar tudo para dezembro.
Onde posso encontrar ferramentas para organizar as compras de novembro?
Na nossa Loja, a partir de 1,90€, com opções como a Lista de Compras do Bruno e o Planner Semanal da Rita.